Nem todo dente com dor precisa de canal.
E nem todo canal precisa ser refeito.

Endodontia com microscópio operatório em Limeira-SP.
Dr. Rodrigo Vosiacki Rossi · CRO-SP 89.707

Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira. Segunda a sexta.

Você provavelmente chegou aqui por um destes três motivos

Dor agora

Dor que não passa com analgésico, piora deitado ou acorda você de madrugada. Sensibilidade a quente que demora a ir embora depois que o estímulo sai. Esse conjunto costuma indicar comprometimento da polpa e merece avaliação rápida.

Canal que não resolveu

Você já tratou o canal e o dente continua doendo, incomodando à mordida, ou apareceu uma bolinha na gengiva. Isso não significa que não tem solução — significa que precisa ser reavaliado com imagem antes de qualquer decisão.

Disseram que precisa extrair

Alguém indicou extração e você quer uma segunda opinião antes de perder o dente. É um pedido legítimo e comum. A avaliação serve exatamente para isso: entender o que sobrou de estrutura e quais são as opções reais.

O que muda no resultado não é o aparelho. É até onde se vai — e enxergar enquanto vai.

A endodontia é uma das áreas mais difíceis de dominar em odontologia. Ela depende de técnica correta e de destreza do operador mais do que de qualquer equipamento. Mas há recursos sem os quais certas etapas simplesmente não são verificáveis — e é por isso que eu trabalho com eles.

Microscópio operatório

Permite localizar canais acessórios e istmos que não aparecem a olho nu nem na radiografia. Canal que não é encontrado não é limpo — e continua alimentando a infecção.

Isolamento absoluto

O lençol de borracha impede que saliva e bactérias da boca entrem no canal durante o procedimento. Não é conforto: é a diferença entre trabalhar em campo limpo ou recontaminar o que acabou de ser limpo.

Localizador apical

Mede eletronicamente onde termina a raiz. Sem ele, a extensão do trabalho é estimada pela radiografia, que é uma imagem bidimensional de uma estrutura tridimensional.

Irrigação com ultrassom

A lima instrumenta as paredes principais. O que alcança as áreas irregulares é o líquido irrigador ativado — e é ele que desorganiza o biofilme onde o instrumento não chega.

Cimentos biocerâmicos

Material de obturação com melhor adaptação às paredes do canal e comportamento biológico favorável no contato com o tecido periapical.

Tomografia quando indicada

Mostra a anatomia da raiz e a extensão da lesão em três dimensões. Em casos complexos, é o que separa uma decisão informada de um palpite.

Ozonioterapia e laserterapia — com habilitação registrada no CRO

Ozonioterapia e laserterapia são habilitações reconhecidas e regulamentadas pelo Conselho Federal de Odontologia — a Resolução CFO-166/2015 para ozonioterapia e a Resolução CFO-82/2008 para laserterapia. Eu sou habilitado nas duas. Faço questão de dizer isso com essa precisão porque circula muita coisa nesse campo sem qualquer regulamentação, e o paciente não tem como distinguir.

Na endodontia, o ozônio entra na fase de sanificação do sistema de canais radiculares — potencializando a descontaminação em áreas que a instrumentação mecânica não alcança. É uma das indicações que a ANVISA reconhece, junto com o tratamento da cárie, o manejo de quadros inflamatórios periodontais e o auxílio à reparação tecidual após cirurgia.

Fora dessas indicações eu não uso, e desconfio de quem usa.

Tem caso que chega aqui para canal e eu digo que não vou fazer

Costuma causar estranheza, porque endodontia é a minha especialidade.

O critério é objetivo: se o que sobrou de estrutura coronária não sustenta uma reabilitação que dure, tratar aquele canal é adiar uma perda — e cobrar do paciente por esse adiamento. Não me parece honesto. Nesses casos eu explico o cenário e a gente discute implante.

Também não faço retratamento endodôntico convencional sem apicectomia. Não é possível ter controle sobre o biofilme e sobre os detritos que foram empurrados além do forame no primeiro tratamento. Abro exceção em casos selecionados — um incisivo central de paciente jovem com estrutura coronária adequada, por exemplo — e sempre associado a apicectomia.

Recusar um procedimento faz parte do trabalho. Em alguns dias é a parte mais importante dele.

Canal não é um procedimento só. São quatro situações diferentes.

Tratar todas como se fossem a mesma coisa é o erro mais comum que eu vejo. Elas não têm o mesmo prognóstico nem a mesma conduta.

  1. Pulpite aguda
    Polpa inflamada, dente ainda vivo. É o quadro de dor intensa e espontânea. Costuma ser o de melhor prognóstico.
  2. Necrose pulpar por trauma
    A polpa perdeu vitalidade após uma pancada, às vezes anos antes. Frequentemente o dente escurece e não dói.
  3. Necrose por infecção bacteriana com lesão periapical crônica
    Aquela mancha escura na ponta da raiz na radiografia. Exige mais tempo de descontaminação e acompanhamento por imagem.
  4. Retratamento endodôntico
    Canal já tratado que falhou. É a situação mais complexa das quatro, e onde eu tenho o critério mais restritivo.

A avaliação existe para identificar em qual dessas situações o seu dente está — porque a resposta muda tudo o que vem depois.

Perguntas frequentes

Tratamento de canal dói?

O procedimento é feito sob anestesia. O desconforto que as pessoas lembram costuma vir de duas fontes: a dor que já existia antes de começar, e o pós-operatório. Sobre o pós-operatório eu posso dizer o mecanismo — quanto melhor a descontaminação e menor a extrusão de material além da raiz, menor tende a ser a resposta inflamatória depois. Não é uma garantia; é o que a técnica busca controlar.

Em muitos casos sim, e é o que eu prefiro quando há indicação. A decisão depende principalmente da presença de infecção e do estado do tecido periapical. Casos com lesão crônica extensa costumam se beneficiar de medicação intracanal entre sessões. Isso se define na avaliação, não antes dela.

Não pela perda da polpa. O dente enfraquece por perda de estrutura — e ela geralmente já existia antes, por cárie extensa ou restauração antiga. A ideia de que o dente “resseca” e fica quebradiço foi investigada e não se confirmou.

Onde as coisas realmente falham: um molar tratado e deixado sem proteção de cúspide vai fraturar. Não porque fez canal, mas porque não foi reabilitado depois. A pergunta certa nunca foi se o canal enfraquece — é quanta estrutura sobrou e o que foi feito para protegê-la.

Não é o esperado, e merece reavaliação com imagem. As causas possíveis são várias — canal não localizado, trinca, problema na restauração, ou dor de origem muscular e articular que não vem do dente. Não dá para distinguir isso por descrição: exige exame clínico e, quase sempre, tomografia.

Não atendo convênios. O atendimento é particular.

Isso é uma escolha, e ela tem um motivo: os protocolos que eu uso — microscópio operatório em todos os casos, isolamento absoluto, localizador apical, ozonioterapia na sanificação e tomografia quando indicada — levam tempo de cadeira e material que a tabela de convênio não cobre. Preferi manter o protocolo e não atender convênio a fazer o contrário.

Na avaliação você recebe o plano de tratamento com os valores antes de decidir qualquer coisa.

Dr. Rodrigo Vosiacki Rossi

Cirurgião-dentista, CRO-SP 89.707. Graduação pela UNICAMP. Especialização em Endodontia pela ABO e em Implantodontia pela São Leopoldo Mandic. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira.

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