Dor de cabeça, no ouvido e no rosto que exame nenhum explica

Disfunção temporomandibular e dor orofacial em Limeira-SP.
Dr. Rodrigo Vosiacki Rossi · CRO-SP 89.707

Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira. Segunda a sexta.

A maioria dos pacientes que chega aqui já passou por vários consultórios

Já fez exame de ouvido e não deu nada. Já tomou anti-inflamatório que resolveu por três dias. Já ouviu que era estresse, que era sinusite, que era enxaqueca, ou que era coisa da cabeça.

Existe um motivo para isso acontecer: a articulação temporomandibular e os músculos da mastigação produzem dor que se manifesta longe da origem. Ela aparece no ouvido, na têmpora, atrás do olho, no pescoço. Quem investiga o local da dor não encontra nada — porque a origem está em outro lugar.

Não é frescura e não é coisa da sua cabeça. É um quadro clínico descrito, com critérios de diagnóstico estabelecidos.

Sinais que costumam apontar para disfunção temporomandibular

  • Dor ou cansaço na mandíbula, principalmente ao acordar
  • Estalo, rangido ou travamento ao abrir e fechar a boca
  • Dor de ouvido recorrente com exame otorrinolaringológico normal
  • Dor de cabeça na região da têmpora, mais forte pela manhã
  • Dificuldade ou limitação para abrir bem a boca
  • Dor no pescoço e nos ombros associada à dor facial
  • Desgaste dos dentes, sensibilidade difusa ou dentes trincados
  • Zumbido ou sensação de ouvido tampado sem causa identificada

Nenhum desses sinais fecha diagnóstico sozinho. Vários deles juntos justificam uma avaliação específica.

O diagnóstico é clínico antes de ser de imagem

A avaliação começa por anamnese detalhada e exame físico: palpação dos músculos da mastigação e da região cervical, medição da amplitude de abertura, avaliação dos movimentos mandibulares e ausculta da articulação.

Depois vêm a análise da oclusão e, quando há indicação, a imagem. Tomografia mostra a estrutura óssea da articulação; ressonância magnética é o exame que avalia o disco articular, e não é necessária em todos os casos.

Também investigo o que está fora da boca: qualidade do sono, respiração, postura e hábitos parafuncionais. Boa parte dos casos de DTM tem componente que não se resolve dentro do consultório odontológico sozinho.

O tratamento começa pelo que é reversível

Esse é o princípio que orienta toda a minha conduta em DTM: primeiro o que pode ser desfeito.

Placa oclusal, orientação sobre hábitos parafuncionais, fisioterapia e termoterapia, controle do que dispara as crises. Uso também laser de baixa intensidade — sou habilitado em Laserterapia pelo CFO, Resolução CFO-82/2008 — no manejo da dor muscular e articular.

Meu referencial em oclusão é o trabalho de Peter Dawson, em oclusão funcional. É de lá que vem o critério de estabilizar primeiro pelo que é reversível e só depois discutir qualquer coisa definitiva.

E onde eu declaro o limite: eu não faço desgaste oclusal irreversível como primeira conduta. Ajuste oclusal definitivo, reabilitação extensa e cirurgia entram depois que o quadro estabilizou e a indicação está clara — nunca antes. Desgastar dente é uma decisão que não tem volta, e a maior parte dos casos de DTM melhora sem isso.

Também não trato DTM sozinho quando o caso pede outra área. Encaminho para fisioterapia, otorrinolaringologia, neurologia ou psicologia quando a avaliação indica. Dor crônica costuma ser multifatorial, e fingir o contrário não ajuda ninguém.

Escrevi uma página separada, mais técnica, sobre por que a placa às vezes não resolve: relação cêntrica condilar e os dois tipos de placa oclusal. Se você já usa placa e continua com dor, comece por ela.

Não sabe se a sua dor é DTM ou enxaqueca?

As duas se confundem, e não é por descuido de ninguém: os sintomas se sobrepõem de verdade. Muita gente tem as duas coisas ao mesmo tempo, e aí a ordem em que se trata cada uma faz diferença no resultado.

Montei um questionário de diagnóstico diferencial que percorre os critérios que eu uso na avaliação. Ele não substitui exame clínico e não fecha diagnóstico — nenhum questionário faz isso. Serve para você chegar na consulta sabendo o que perguntar.

DTM raramente aparece sozinha

Quem chega aqui com dor facial de anos costuma trazer junto outras coisas: dentes desgastados pelo apertamento, restaurações que quebram sempre no mesmo lugar, uma prótese que nunca assentou direito, um canal antigo que incomoda.

Isso não é coincidência. A forma como os dentes encaixam e a forma como a musculatura trabalha são o mesmo sistema.

Além da DTM, eu trabalho com endodontia sob microscópio, implantodontia e reabilitação oral. Quando a avaliação mostra que a dor tem relação com algo estrutural, o plano é discutido por inteiro — não em pedaços.

Endodontia com microscopia

Dr. Rodrigo Vosiacki Rossi

Cirurgião-dentista, CRO-SP 89.707. Formado pela UNICAMP há 20 anos. Especialização em Endodontia pela ABO e em Implantodontia pela São Leopoldo Mandic. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende pacientes com disfunção temporomandibular e dor orofacial em consultório próprio no Centro de Limeira.

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