Implante é um parafuso dentro do osso. Tudo o que decide se ele vai funcionar — posição, comprimento, inclinação, o que vai por cima — é definido antes de qualquer cirurgia, na tomografia. Por isso eu não avalio implante sem ela.
Boa parte do que chega ao consultório como “implante que deu problema” não falhou na cirurgia. Falhou no planejamento: implante curto demais para o osso disponível, inclinado onde a prótese não consegue apoiar, colocado onde o dente vizinho ainda podia ser mantido, ou instalado em cima de uma mordida que já não estava estável. Nada disso aparece na hora de operar. Aparece antes — se alguém olhou.

A radiografia panorâmica é uma imagem plana e ampliada: mostra a altura do osso, com distorção, e mais nada. Para implante, o que decide é o que ela não mostra:
A tomografia de feixe cônico é o exame recomendado para planejar implantes desde o posicionamento da Academia Americana de Radiologia Oral e Maxilofacial (AAOMR, 2012), e é o que eu uso em todos os casos.

Nada na odontologia é absoluto, e implante não é exceção. Há situações em que eu digo na avaliação que não é o caminho, ou não é ainda:
Um dente perdido com os vizinhos saudáveis é um caso de implante unitário. Vários dentes comprometidos, próteses antigas que falharam, mordida colapsada ou dor articular junto são outra coisa: é reabilitação, e a ordem das decisões muda. Esse raciocínio está na página de reabilitação oral em Limeira.
Tomografia como base de todo planejamento, planejamento digital com guia cirúrgica quando indicada, ozonioterapia e laserterapia — com habilitação registrada no CFO — no manejo do pós-operatório, e prótese planejada junto com o implante. A carga imediata — sair da cirurgia com um dente provisório fixo — depende da estabilidade do implante na instalação e da qualidade do osso, e é decidida no ato cirúrgico; quando essa condição não existe, o provisório é removível até a integração. Atendimento particular, sem convênio: os protocolos levam tempo de cadeira e material que a tabela de convênio não cobre, e preferi manter o protocolo.
O implante é a raiz artificial. O material dela muda o comportamento biológico na gengiva e no osso, e muda também o que é possível fazer na prótese por cima. São duas decisões diferentes, e as duas são tomadas na avaliação, com a tomografia na tela.
Titânio. É o material com o maior acúmulo de acompanhamento clínico de longo prazo em implantodontia, e é a indicação padrão na maior parte dos casos. A superfície tratada permite osseointegração previsível, e o sistema é de duas peças: o implante fica no osso, o pilar protético é parafusado depois. Isso dá liberdade para corrigir inclinação, trocar o pilar e planejar a prótese em etapas. Em região posterior, em osso de baixa densidade e em reabilitação de arco completo, essa liberdade costuma decidir o caso.
Zircônia, o implante cerâmico. É uma cerâmica de óxido de zircônio, branca, sem metal, em geral monobloco: implante e pilar em peça única. Duas situações em que eu considero zircônia antes do titânio:
Onde a zircônia não é o caminho — e isso eu digo antes, não depois:
Não existe o material melhor. Existe o material certo para aquela posição, aquele osso e aquela expectativa. Nada é absoluto.
Protocolo é o nome que se popularizou no Brasil para a prótese fixa de arco completo apoiada em implantes, a partir da técnica descrita por Brånemark. É a reabilitação de quem perdeu todos os dentes de uma arcada, ou está prestes a perder.
A lógica é simples de enunciar e difícil de executar: um número reduzido de implantes, em geral de quatro a seis por arcada, sustenta uma estrutura única com todos os dentes. Diferente da dentadura, ela é parafusada e não sai. Diferente da overdenture, não se apoia na gengiva para mastigar.
O que decide o caso:
Quando o protocolo não é a indicação: quando ainda há dentes com estrutura e suporte ósseo capazes de sustentar uma reabilitação parcial. Extrair dente com prognóstico razoável para simplificar a prótese é conveniência técnica, e isso eu NÃO faço.
Carga imediata é sair da cirurgia com os dentes provisórios fixos sobre os implantes, no mesmo dia. É possível em parte dos casos, e é decidida no ato cirúrgico — não na consulta, e não por telefone.
O que decide é a estabilidade primária: quanto o implante trava no osso no momento em que é instalado. Isso se mede pelo torque de inserção e, quando indicado, pela análise de frequência de ressonância. Abaixo do limiar, o implante recebe cicatrizador ou provisório removível e espera a integração.
Três coisas trabalham contra: osso de baixa densidade, principalmente em maxila posterior; implante instalado em alvéolo de extração recente com defeito ósseo; e bruxismo intenso sem controle, porque o provisório recebe carga lateral que um implante ainda não integrado não suporta.
Em arco completo a carga imediata é mais previsível do que em unitário posterior, porque os implantes ficam ferulizados pela estrutura e a carga se distribui entre eles em vez de concentrar em um.
Por isso eu não prometo carga imediata na avaliação. Eu digo se o caso tem chance, pela tomografia, e confirmo ou não na cirurgia.
Na cirurgia de implante, eu uso o ozônio como adjuvante na descontaminação do local — no alvéolo de um dente recém-extraído, por exemplo — e, mais tarde, no tratamento da inflamação em volta do implante (mucosite e peri-implantite), junto com a limpeza mecânica, que continua sendo a base.
O laser de baixa potência (fotobiomodulação) é aplicado sobre a região no pós-operatório para modular a inflamação e o desconforto. A literatura ainda é heterogênea quanto ao tamanho desse efeito, então ele é apoio, não promessa. Sou habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Escrevi sobre o que a evidência sustenta em ozônio na odontologia: onde tem indicação e onde não tem.
Em geral alguns meses, porque o osso precisa integrar ao implante antes de receber carga. O prazo depende da densidade óssea, da necessidade de enxerto e da região. Em casos selecionados é possível um provisório no mesmo dia; isso se decide na tomografia e no exame, não antes.
Serve para ver o conjunto, não para medir osso. A medida que decide o implante — espessura, distância do nervo, altura até o seio — só a tomografia dá.
Muitas vezes sim, com enxerto ou levantamento de seio antes do implante. Em outros casos a solução é mudar a posição ou o tipo de prótese. O que não dá é decidir isso sem a tomografia.
Titânio é o material com mais décadas de acompanhamento e é a indicação padrão. O implante cerâmico, também chamado de implante de zircônia ou implante sem metal, tem indicação em situações específicas — gengiva fina em região estética, sensibilidade a metal documentada — e a decisão é caso a caso. A prótese em zircônia sobre implante de titânio é combinação frequente e não deve ser confundida com implante cerâmico.
Não atendo convênios. O atendimento é particular, e na avaliação você recebe o plano com os valores antes de decidir qualquer coisa.

Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP em 2006. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.
A avaliação de implante é presencial e com tomografia. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.
Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.