Implantes dentários em Limeira: avaliação com tomografia e planejamento digital

Implante é um parafuso dentro do osso. Tudo o que decide se ele vai funcionar — posição, comprimento, inclinação, o que vai por cima — é definido antes de qualquer cirurgia, na tomografia. Por isso eu não avalio implante sem ela.

Boa parte do que chega ao consultório como “implante que deu problema” não falhou na cirurgia. Falhou no planejamento: implante curto demais para o osso disponível, inclinado onde a prótese não consegue apoiar, colocado onde o dente vizinho ainda podia ser mantido, ou instalado em cima de uma mordida que já não estava estável. Nada disso aparece na hora de operar. Aparece antes — se alguém olhou.

O que a tomografia mostra e a radiografia não

A radiografia panorâmica é uma imagem plana e ampliada: mostra a altura do osso, com distorção, e mais nada. Para implante, o que decide é o que ela não mostra:

A tomografia de feixe cônico é o exame recomendado para planejar implantes desde o posicionamento da Academia Americana de Radiologia Oral e Maxilofacial (AAOMR, 2012), e é o que eu uso em todos os casos.

Como é o planejamento

  1. Tomografia da boca toda, feita antes da consulta. A secretária orienta onde e como.
  2. Exame clínico e avaliação da mordida. Implante que vai receber carga precisa de uma oclusão estável em volta. Quando há sinais de disfunção da articulação ou bruxismo intenso, isso entra no plano antes da cirurgia — o raciocínio está na página de DTM e dor orofacial.
  3. Decisão dente a dente. Antes de indicar implante, cada dente comprometido é avaliado para saber se ainda pode ser mantido com endodontia ou retratamento. Dente com estrutura suficiente e canal bem feito tem prognóstico tão bom quanto um implante e preserva o osso. Extrair para implantar é decisão, não reflexo.
  4. Planejamento digital. Na tomografia, o implante é posicionado virtualmente em função da prótese que vai por cima — não o contrário. Quando o caso pede, uma guia cirúrgica impressa transfere essa posição para a boca.
  5. Enxerto ou levantamento de seio, quando o osso não é suficiente. Isso se sabe na tomografia, antes. Descobrir durante a cirurgia é o que gera implante mal posicionado.
  6. Cirurgia, integração e prótese. O implante fica alguns meses integrando ao osso antes de receber a prótese definitiva; em casos selecionados há provisório imediato. A prótese sobre implante — coroa unitária, ponte ou reabilitação completa, em zircônia ou cerâmica — é planejada desde o primeiro passo.

Quando eu não indico implante

Nada na odontologia é absoluto, e implante não é exceção. Há situações em que eu digo na avaliação que não é o caminho, ou não é ainda:

Implante isolado ou reabilitação completa

Um dente perdido com os vizinhos saudáveis é um caso de implante unitário. Vários dentes comprometidos, próteses antigas que falharam, mordida colapsada ou dor articular junto são outra coisa: é reabilitação, e a ordem das decisões muda. Esse raciocínio está na página de reabilitação oral em Limeira.

O que está incluído no protocolo

Tomografia como base de todo planejamento, planejamento digital com guia cirúrgica quando indicada, ozonioterapia e laserterapia — com habilitação registrada no CFO — no manejo do pós-operatório, e prótese planejada junto com o implante. Atendimento particular, sem convênio: os protocolos levam tempo de cadeira e material que a tabela de convênio não cobre, e preferi manter o protocolo.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva do implante à prótese definitiva?

Em geral alguns meses, porque o osso precisa integrar ao implante antes de receber carga. O prazo depende da densidade óssea, da necessidade de enxerto e da região. Em casos selecionados é possível um provisório no mesmo dia; isso se decide na tomografia e no exame, não antes.

Minha panorâmica não serve?

Serve para ver o conjunto, não para medir osso. A medida que decide o implante — espessura, distância do nervo, altura até o seio — só a tomografia dá.

Tenho pouco osso. Ainda dá?

Muitas vezes sim, com enxerto ou levantamento de seio antes do implante. Em outros casos a solução é mudar a posição ou o tipo de prótese. O que não dá é decidir isso sem a tomografia.

Zircônia ou titânio?

Titânio é o material com mais décadas de acompanhamento e é a indicação padrão. Implante de zircônia tem indicação em situações específicas — gengiva fina em região estética, sensibilidade a metal documentada — e a decisão é caso a caso. A prótese em zircônia sobre implante de titânio é combinação frequente e não deve ser confundida com implante de zircônia.

Vocês atendem convênio?

Não atendo convênios. O atendimento é particular, e na avaliação você recebe o plano com os valores antes de decidir qualquer coisa.

Dr. Rodrigo Vosiacki Rossi

Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP há 20 anos. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.

Agendar avaliação

A avaliação de implante é presencial e com tomografia. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.

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Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.

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