Reabilitação oral não é um procedimento. É uma sequência de decisões — e a ordem delas pesa mais que qualquer técnica isolada.
Chega ao consultório, com frequência, quem já passou por mais de um profissional: um fez um canal, outro colocou um implante, um terceiro trocou uma prótese. Cada peça foi bem executada e o conjunto não funciona — dói ao mastigar, a mordida “não encaixa”, a articulação estala, o dente tratado volta a incomodar. O problema quase nunca está numa peça. Está na falta de um plano que olhasse a boca inteira antes de tocar no primeiro dente.
É o caso em que várias estruturas estão comprometidas ao mesmo tempo e a solução de uma depende da outra. Alguns exemplos do que costuma chegar:
Em todos eles, a pergunta não é “qual procedimento fazer”. É “em que ordem, e o que decide cada etapa”.
Antes de reconstruir dentes, é preciso saber sobre que base eles vão ser reconstruídos. A mandíbula tem uma posição de referência — a relação cêntrica condilar, com os côndilos assentados na articulação — e é a partir dela que uma reabilitação pode ser projetada com previsibilidade. Se a articulação não aceita carga sem dor, reabilitar em cima dela é construir sobre terreno que ainda vai se mover.
Por isso a avaliação inclui o exame da articulação temporomandibular e dos músculos da mastigação, o teste de carregamento articular e, quando há sinais de disfunção, a estabilização antes de qualquer procedimento irreversível. É uma sequência descrita há décadas na oclusão clínica e é a que eu sigo. Quem tem dor de cabeça, estalo ou travamento junto com o problema dentário encontra o raciocínio completo em drrodrigodtm.com e na página de DTM e dor orofacial aqui do site.
Endodontia, implantodontia, prótese e a avaliação da articulação são decididas pela mesma pessoa, com a mesma tomografia na tela. Isso não torna o tratamento mais rápido — reabilitação leva meses, porque osso e tecido têm tempo próprio de cicatrização. O que muda é que não há uma etapa contradizendo a outra: o canal é feito sabendo qual prótese vai por cima, o implante é posicionado sabendo qual dente vizinho vai ser mantido.
Trabalho com microscópio operatório em toda a endodontia, planejamento digital nos implantes e ozonioterapia e laserterapia com habilitação registrada no CFO. A ortodontia, quando o caso exige movimentar dentes antes de reabilitar, é feita pela Dra. Daniela Baroni, no mesmo endereço.
Nada na odontologia é absoluto, e reabilitação é a área em que isso mais aparece. Há casos que eu não conduzo sozinho: reconstruções ósseas extensas com necessidade de ambiente hospitalar, doença periodontal avançada que precisa ser controlada antes de qualquer plano, e quadros sistêmicos que mudam a indicação de cirurgia. Nesses casos eu digo isso na avaliação e indico quem deve entrar primeiro.
Também há o limite do próprio plano: quando a expectativa do paciente é um resultado que a estrutura remanescente não sustenta, o meu papel é dizer antes de começar — não depois.
Meses, não semanas. Cicatrização de extração, integração de implante e adaptação de provisórios têm prazos biológicos que não se aceleram. A sequência e a estimativa de cada fase saem da avaliação, com a tomografia em mãos.
Não necessariamente, e essa é justamente a decisão que a avaliação existe para tomar. Dente com estrutura suficiente e canal bem feito tem prognóstico documentado tão bom quanto um implante — e mantém o osso em volta. A extração entra quando o remanescente não sustenta uma reabilitação duradoura.
Sim. O plano é dividido em fases, com prioridade para o que tem urgência biológica (infecção, dente fraturado) e o que estabiliza a mordida. Cada fase tem começo, fim e custo definidos antes de começar.
Não atendo convênios. O atendimento é particular. Os protocolos que uso — tomografia, microscópio, planejamento digital, articulador — levam tempo e material que a tabela de convênio não cobre, e preferi manter o protocolo.
Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP há 20 anos. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.
A avaliação de reabilitação é presencial, com tomografia. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.
Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.