Protocolo não é uma dentadura parafusada. É uma prótese que depende de implantes na posição certa — e essa posição se decide antes da cirurgia, não durante.
Quem procura protocolo costuma chegar de dois jeitos. Ou já usa dentadura e ela solta, machuca e atrapalha para comer. Ou ainda tem dentes, mas eles estão amolecendo, a mastigação ficou difícil e alguém já falou em “extrair tudo”. Os dois casos têm solução com implante. Mas não têm a mesma solução, e a ordem das decisões muda tudo.

É uma prótese fixa que repõe todos os dentes de uma arcada, parafusada sobre implantes — em geral de quatro a seis, às vezes mais. O paciente não remove a prótese. Quem remove, nas consultas de manutenção, é o dentista.
Não existe a opção certa para todo mundo. Quantidade e qualidade de osso, mordida, saúde geral, expectativa e capacidade de higienizar entram na escolha.
Acredito que nada na Odontologia seja absoluto — e aqui menos ainda. Há dente com mobilidade que, tratado, segue anos na boca. E há dente que, mantido a qualquer custo, leva junto o osso que o implante vai precisar depois.
O que decide é a tomografia, dente por dente: quanto de osso sobra em volta de cada raiz, se há infecção, como está a mordida. A partir daí o plano pode ser manter parte dos dentes, fazer uma prótese parcial sobre implantes, ou partir para o protocolo. Quando um dente não tem mais suporte, eu digo isso com clareza. Quando ele ainda tem, digo também.
O planejamento do protocolo é feito ao contrário do que muita gente imagina. Primeiro se define onde os dentes da prótese precisam estar — altura, posição, apoio do lábio, mordida. Depois se procura, na tomografia, o osso disponível para colocar os implantes embaixo deles. Quando indicado, a cirurgia é feita com guia, para que o implante vá exatamente para a posição planejada.
Implante bem integrado no lugar errado resolve a cirurgia e complica a prótese pelo resto da vida.

Carga imediata é instalar uma prótese provisória fixa poucos dias depois dos implantes. Ela depende da estabilidade primária — a firmeza com que cada implante fica preso no osso no momento da cirurgia — e de uma distribuição de implantes que reparta bem a força da mordida.
Quando a estabilidade não é suficiente, o mais prudente é esperar a integração com uma prótese provisória removível. Essa decisão é tomada na cirurgia, com o implante na mão. Não dá para prometer carga imediata antes disso.
Depois da integração, o provisório é substituído pela prótese definitiva. Ela pode ser feita sobre estrutura metálica com dentes em resina, ou em zircônia com acabamento cerâmico. A escolha considera mordida, bruxismo, estética, peso e facilidade de reparo. Os implantes podem ser de titânio ou, em casos selecionados, cerâmicos de zircônia — veja em Implantes dentários em Limeira.
O implante não tem cárie, mas a gengiva e o osso em volta dele adoecem. Derks e Tomasi (2015, J Clin Periodontol) estimaram peri-implantite em cerca de 22% dos pacientes com implante. Higiene diária com escova, fio próprio ou irrigador, e consultas de controle com remoção da prótese, são o que reduz esse risco.
Quem range ou aperta os dentes precisa de placa de proteção noturna: o protocolo não tem o amortecimento do ligamento do dente natural, e a sobrecarga vai direto para o parafuso e para o osso.
Laserterapia de baixa potência entra no pós-operatório, para modular a inflamação e o edema. O ozônio é usado na descontaminação de alvéolos de extração e de tecidos com infecção antes da instalação dos implantes. Os dois são adjuvantes: não corrigem um planejamento errado e não substituem a técnica cirúrgica. Sou habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO.
Há casos em que falta osso para implantes convencionais e a solução passa por enxertos extensos ou técnicas para maxila muito reabsorvida. Esses casos são discutidos um a um. Quando a técnica indicada não é a que eu executo, eu digo isso na avaliação e indico quem faz.
Em geral de quatro a seis por arcada. O número exato depende do osso disponível, da mordida e do material da prótese, e é definido na tomografia.
É feita com anestesia local. Nos primeiros dias, inchaço e desconforto são esperados e controlados com a medicação prescrita e com o laser no pós-operatório.
Meses. Com carga imediata, a prótese provisória fixa entra logo após a cirurgia; a definitiva vem depois da integração dos implantes.
Depende do número de implantes, da necessidade de enxerto e do material da prótese. O orçamento sai da avaliação com tomografia.
Não. O atendimento é particular.
Se alguém já disse que você precisa extrair tudo, a pergunta que vale fazer antes de decidir é: o que a tomografia mostra, dente por dente? Afinal, torno a dizer: nada é absoluto.
Para casos em que, além dos dentes, há canal, prótese antiga e mordida a reorganizar no mesmo plano, veja Reabilitação oral em Limeira.

Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP em 2006. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.
A avaliação para protocolo é presencial, com tomografia. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.
Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.