Canal que continua doendo não é, necessariamente, canal que precisa ser refeito. Antes de reabrir um dente, é preciso saber por que o primeiro tratamento não resolveu — e isso a dor não conta. A tomografia e o microscópio contam.
Quem chega ao consultório com um canal antigo que voltou a incomodar já ouviu, em geral, duas versões: “tem que refazer” ou “tem que extrair”. As duas podem estar certas e as duas podem estar erradas. O que decide é a causa da falha, e ela costuma ser uma destas quatro.
Cada causa tem uma conduta diferente. É por isso que “refazer o canal” não é uma resposta antes do diagnóstico: é uma aposta.
O protocolo é o mesmo da página de endodontia com microscópio, com um peso maior na imagem, porque em retratamento a radiografia comum engana com frequência:
Com isso, a conversa na avaliação é sobre qual das quatro causas está presente — e não sobre “vale a pena tentar”.
O material antigo é removido sob microscópio, os canais são localizados de novo — inclusive os que ficaram de fora —, o sistema é limpo e desinfetado e o dente é obturado até o comprimento correto. O microscópio não é detalhe aqui: é ele que permite ver a entrada de um canal com décimos de milímetro, remover instrumento fraturado e distinguir uma perfuração de uma trinca.
Quando a lesão na ponta da raiz não regride com o retratamento, ou quando o acesso pela coroa não é possível (pino longo, prótese que não pode ser removida), a alternativa é a apicectomia: acesso cirúrgico à ponta da raiz para remover a lesão e selar o canal por baixo. É uma indicação específica, decidida na tomografia.
Nada na odontologia é absoluto, e o retratamento é onde mais se vê tentativa sem critério. Eu digo na avaliação que não é o caminho quando:
Nesses casos, a próxima decisão é o implante — planejado na mesma tomografia, sem refazer exame.
Boa parte dos retratamentos que faço chega como “dente condenado”. A avaliação existe exatamente para separar o dente que realmente não tem mais estrutura do dente que tem um canal a mais sem tratar. Os dois doem igual; a tomografia mostra a diferença. Pedir uma segunda opinião antes de extrair é um pedido legítimo, e não incomoda nenhum colega sério.
É feito sob anestesia local, como o primeiro. Costuma levar mais tempo de cadeira, porque remover material antigo é mais trabalhoso que tratar um canal virgem. O desconforto pós-operatório varia com a inflamação prévia do dente e é controlado com medicação prescrita.
Depende da causa da falha e da presença de infecção ativa. Casos sem lesão podem ser resolvidos em uma sessão; com lesão crônica, uma medicação entre sessões costuma ser necessária. Isso se decide na avaliação, não antes.
O que enfraquece o dente é a perda de estrutura, não o canal em si. Por isso a restauração definitiva — muitas vezes uma coroa — faz parte do plano desde o início, e não é um “depois”.
Não atendo convênios. O atendimento é particular, e o valor do retratamento é apresentado na avaliação, depois da tomografia, porque depende do que ela mostra.
Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP há 20 anos. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.
A avaliação de retratamento é presencial e com tomografia da região. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.
Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.