“Esse dente não tem mais jeito” é uma frase que merece uma pergunta de volta: por quê? Há dentes que realmente não têm estrutura para continuar, e há dentes com um canal a mais sem tratar, uma lesão que regride com retratamento ou uma trinca que a radiografia não mostrou. Os dois grupos doem igual. A diferença está na tomografia e no exame — não na opinião.
Pedir uma segunda opinião antes de uma extração não é desconfiança de quem indicou. É o que qualquer paciente deveria fazer diante de uma decisão irreversível, e é o que eu faria. Um colega sério não se incomoda; um plano bem feito resiste à revisão.
Quando essas quatro perguntas têm resposta, a decisão deixa de ser opinião e passa a ser critério. É isso que a avaliação entrega.
Nada na odontologia é absoluto, e segunda opinião não é sinônimo de “salvar o dente a qualquer custo”. Eu digo que a extração é o caminho quando há fratura vertical de raiz, quando o remanescente não sustenta uma restauração duradoura, quando a perfuração está em posição inacessível, ou quando manter o dente comprometeria um plano de reabilitação mais amplo. Nesses casos, insistir no dente custa osso — e osso é o que o implante vai precisar.
O que eu não faço é decidir isso sem tomografia, nem indicar extração porque o canal “é difícil”. Dificuldade técnica não é critério; estrutura remanescente e diagnóstico são.
Dente com canal bem feito e restauração adequada tem prognóstico de longo prazo comparável ao de um implante, com uma vantagem que o implante não oferece: preserva o ligamento e o osso em volta, e mantém a sensibilidade que regula a força de mastigação. Implante é a solução adequada para o espaço vazio — não é uma versão melhorada do dente. Trocar um dente recuperável por um implante é uma perda, não um upgrade.
Ajuda no histórico, mas não substitui a tomografia. Dente com indicação de extração é exatamente o caso em que a radiografia plana mais engana.
Pode concordar, pode discordar, e pode chegar a um terceiro caminho. Você sai com as opções e os critérios, e a decisão é sua.
Você decide. A avaliação não obriga a tratar comigo; ela entrega o diagnóstico e o plano, e você leva para onde preferir.
Não atendo convênios. O atendimento é particular, e o valor da avaliação é informado pela secretária ao agendar.
Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP há 20 anos. CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO. Habilitado em Laserterapia e em Ozonioterapia pelo CFO. Atende em consultório próprio no Centro de Limeira desde 2013.
A avaliação é presencial e com tomografia da região. Se você ainda não tem o exame, a secretária explica como fazer antes da consulta.
Av. Saudades, 1569 — Centro, Limeira-SP. Segunda a sexta. (19) 3702-7353 · (19) 99883-1228.